sexta-feira, 22 de julho de 2011

Kelly Cyclone foi ameaçada de morte um mês antes de ser assassinada

Redação CORREIO
Kelly Sales Silva, 23 anos, conhecida como Kelly Cyclone, foi ameçada de morte um mês antes de ser assassinada na madrugada de segunda-feira (18), no centro de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, segundo a polícia. Kelly foi morta a tiros em circunstâncias ainda não esclarecidas.

A denúncia foi feita pela própria Kelly na Delegacia do município, no dia 8 de junho. Segundo contou em depoimento, dois homens conhecidos como John e Calango a abordaram no centro de Lauro de Freitas e a ameaçaram de morte.

Segundo a polícia, Kelly teria sido chamada de 'alemã' - gíria usada por traficantes para designar inimigo - pelos dois homens. A polícia investiga o envolvimento dos dois homens no crime, mas não descarta as versões de crime passional ou vingança.

Nesta semana, um adolescente chegou a ser apreendido suspeito de ter participado da morte de Kelly, mas foi liberado.
W.S.S., conhecido como Carranca, foi apreendido em abordagem policial noite de segunda-feira (18), em Lauro de Freitas, por policiais do Batalhão de Rondas Especiais da Polícia Militar da Região Metropolitana de Salvador (Rondesp/RMS).

Segundo agentes da delegacia, as suspeitas não puderam ser confirmadas e por falta de provas do envolvimento do adolescente no assassinato, ele foi liberado.

Com o jovem de 16 anos foram encontrados 14 papelotes de maconha e cinco de crack. Ele seria o mesmo, segundo a polícia, que teria trocado tiros com policiais da 52ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) após roubar um veículo em Lauro de Freitas um dia antes do assassinato.
Da expressão inocente na adolescência até a fase desinibida do corpão tatuado

Filho de policial civil é suspeito de morte
(Por Bruno Wendel e Adriana Planzo)

Existem duas versões para a morte de Kelly. Na primeira, contada pela família, o motivo é passional. A jovem teria sido assassinada por um rapaz de prenome Gustavo, que a ameaçou por ela ter recusado seu pedido de namoro. O rapaz é filho de um policial civil conhecido como Braga, que mora em Lauro de Freitas.

Já moradores do centro do município apontam como algoz Wellington Nunes, o Mão, traficante da localidade de Casinhas, no final de linha. O crime estaria relacionado com a disputa do tráfico - Kelly foi ex-namorada do traficante Toni Rogério, o Tonny, que, mesmo preso na 23ª Delegacia, em Lauro, continua no controle das bocas da Rua 4, na comunidade de Vila Praiana.

Kelly foi assassinada na Rua Roneialdo de Brito, no centro de Lauro de Freitas, com camisa da seleção argentina que costumava usar. O local estava bastante movimentado por causa dos bares. Testemunhas contaram que, por volta de 1h, um carro de cor escura parou próximo ao prédio da Previdência Social. Instantes depois, Kelly desceu correndo e sangrando na região abdominal - posteriormente foi constatado pela perícia uma lesão provocada por facada.

Em seguida, um homem disparou duas vezes de dentro do veículo, atingindo Kelly nas costas, que ainda cambaleia por dois metros antes de morrer em praça pública.

A última vez que Kelly  foi vista com vida por familiares foi na edição de domingo do Salvador Fest, no Parque de Exposições. Acompanhada pela irmã e três amigas, Kelly chegou na apresentação da banda Pixote. Ela se sentiu mal e queria ir embora, mas a irmã pediu para que ficasse. “Parecia até que ela estava sentido que algo de ruim ia acontecer”, contou. Kelly cedeu aos apelos e, durante o show de A Bronkka, ela foi carregada nos ombros de um amigo.

Segundo familiares, no final do evento, Kelly recebeu uma ligação de Gustavo, que a aguardava na entrada do Parque de Exposições. A irmã chegou a pedir para Kelly não ir, mas a jovem disse que logo retornava. Horas depois, parentes e amigos receberam a notícia de que Kelly estava morta no centro de Lauro de Freitas.

Rixa
A segunda versão liga o crime à briga por controle do tráfico de drogas. Moradores do centro de Lauro apontam o traficante Mão como um dos envolvidos na execução. Kelly Cyclone teria sido morta porque foi ex de  Tonni, rival de Mão. No entanto, a delegada Cristiane Santos de Oliveira, da 23ª Delegacia, que presidiu o levantamento cadavérico, descarta essa possibilidade.

De acordo com ela, Mão e três comparsas assaltaram um posto de combustível na estrada do Coco e, durante fuga num Fox vermelho, trocaram tiros com a Polícia Militar, por volta das 3h.

Segundo a delegada, o assalto ao posto aconteceu por volta das 19h. Os bandidos levaram mais de R$ 600 em dinheiro, além de uísque e a chave de um Honda Civic de uma mulher que calibrava o pneu no posto.

Um policial militar que estava no Hospital Menandro de Farias estranhou a movimentação no posto e acionou uma guarnição do Serviço de Inteligência da Polícia Militar que passou a seguir o veículo e montar campana.

Os bandidos perceberam a presença dos policiais na Rua 2, em Vila Praiana, e fugiram. Abandonaram o veículo e continuaram a fuga a pé. No confronto, logo depois, a polícia prendeu Cláudio Gama dos Santos e uma adolescente de 17 anos. No Fox foram encontrados 70 dolões de maconha, certa quantidade de cocaína e crack, além de relógios, celulares roubados, além de uma máquina de cartão de crédito.

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